"Tem hora de parar e tem hora de partir.
Tem hora de permanecer quieto e calado num canto,
e tem hora de cantar e de voar."
"Agora que estou na beirada,
bêbado de alegria
e pronto para o salto,
não me segure em nome de nada.
Não me prenda, nem me amarre.
Não envenene com teu medo a minha dança."
E se elas não estiverem prontas para o salto?
Será que é essa a hora em que devo permanecer quieta e calada num canto?
E se eu desatasse as amarras delas?
Impossível.
As amarras são delas e apenas delas. Eu nem saberia por onde começar.
"Melhor errar a favor da Liberdade do que contra Ela."
Talvez na queda as amarras se desfaçam sozinhas.
Talvez.
Só falta agora a coragem.
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