quarta-feira, 24 de outubro de 2007

O nascimento de Blue Bird - part 2

Continuei peregrinando no meu passado.
"Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo
desaprendi a linguagem
com que homens se comunicam.)

(...)

Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo,
meu coração cresce dez metros e explode."
Carlos Drummond de Andrade
Sim, eu estava descobrindo o mundo. Saindo do casulo chamado moral e encontrando a verdadeira natureza humana.


"Se esse amor ficar entre nós dois
Vai ser tão pobre amor, vai se gastar"

"Quando eu te escolhi para morar junto de mim
Eu quis ser tua alma, ter seu corpo, tudo enfim
Mas compreendi que além de dois existem mais

O que é que eu quero se eu te privo
Do que eu mais venero
Que é a beleza de deitar"
Música "A maçã"
Raul Seixas e Paulo Coelho

Começou assim, há muitos anos atrás, quando Debora Blando regravou essa música. Eu era ainda uma criança e hoje compreendo as palavras de Osho de coração aberto e confiante de minha postura. Segue um trecho:
"Se você ama uma pessoa, o próprio amor é garantia e segurança suficiente. Se você ama uma pessoa, sabe que ela não pode ir com mais ninguém. Se ele vai, é porque não há mais amor, e nada pode ser feito. O amor traz essa compreensão. Não há ciúme. Portanto, se há ciúme, saiba que não há amor."
Osho
Encontrei um post onde eu adaptei palavras do Pequeno Príncipe e que fala exatamente sobre a liberdade que a ausência de ciúme nos proporciona. Segue uns trechos:
"Mesmo que eu possua outras rosas, essa será sempre única.
... Eu sou um Príncipe muito grande, pois a minha flor não tem igual no mundo inteiro.
... Mas ela me cativou e não é mais como as outras raposas e eu não sou mais como os outros garotos."
E a antiga Cris Bispo foi morrendo e renascendo em Blue Bird


Imagem de tyt2000
"Have you ever been in a shell, counting the days, to finally be free...?
This is, simply, Freedom..."
Tyt2000

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Eles dizem por mim, eu digo por eles