Quem diz que me entende nunca quis saber
Aquela menina foi apagando, esquecida, anuladaNão me olhe assim
Por falta de compreensão dos amigos,
Pelas lembranças e sonhos que se configuram tristes e inertes
Sonhos...
como uma ampulheta imóvel, não se mexe, não se move, não trabalha.
E a dor é maior do que parece
Quando ela sorri ela esquece
Que é impossível ter da vida calma e força
Viver em dor, o que ninguém entende
Tentar ser forte a todo e cada amanhecer
Com este semblante de bom-samaritano
Cumprindo o seu dever
Não tente
Você não sabe e não entende
E ela sente a essência estranha do que é a morteEu sou um pássaro
Mas esse vazio ela conhece muito bem
Muito bem
E assim, de quando em quando ela supera
Mas o mundo continua sempre o mesmo
Nada é justo e pouco é certo
E a maldade anda sempre aqui por perto
Um mundo onde a verdade é o avesso
E a alegria não tem endereço
E ela está trancada em seu quarto
Com seus cds e seus livros, seu cansaço
Me trancam na gaiola
E esperam que eu cante como antes
Eu sou um pássaro
Me trancam na gaiola
Mas um dia eu consigo...
Não há o que dizer, apenas agradecer por essas pessoas existirem e terem cruzado o meu caminho
Obs.: Texto adaptado da música "Clarisse" da Legião Urbana

Um comentário:
Lindo!
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