segunda-feira, 1 de julho de 2013

Convicções

Como eu gosto de conversar com pessoas inteligentes que me apresentem argumentos capazes de me tirar do eixo e fora do prumo. Quando a argumentação lógica é fraca, logo me irrito, mas estou aprendendo a me controlar e a selecionar as batalhas que valem a pena. O objetivo não é convencer um ser patético a sair do seu quadrado, mas desafiar o adversário a me tirar do meu.

Tem quem goste de competir em lutas ou em esportes. Eu gosto da batalha verbal. Admito. Mas é difícil encontrar adversário no mesmo nível em determinados assuntos. Alguns são faixa preta e fica difícil acompanhar, enquanto alguns ainda não aprenderam os golpes básicos. Eu admiro certos adversários, não por suas opiniões, muitas vezes, tão contrárias às minhas, mas pela capacidade que eles têm de afetar minhas convicções. O diálogo termina e a cabeça continua a trabalhar em um debate interno tão deliciosamente doloroso. 

Manter meu ponto de vista guardado é o mesmo que me privar da mudança. É aceitar a derrota antes de ter sido derrotado. Não tenho medo de ver minhas convicções sendo postas à prova, pois só o que está morto não muda e não quero morrer antes da hora.

Então hoje, leio Edson Marques e me identifico. Eis suas palavras que faço minhas.

"Eu vivo tentando derrubar minhas próprias convicções. 
Só para ver até que ponto elas resistem."

Um comentário:

Erica disse...

Adorei Cris! Perfeita sua colocação mas a inércia mental ainda é dominante por aí!
Beijão

Eles dizem por mim, eu digo por eles