segunda-feira, 16 de junho de 2008

Morte - Neil Gaiman

Recentemente li Morte: O Alto Preço da Vida e reli Morte: O Grande Momento da Vida. Ambos de Neil Gaiman, ambos presente do dia dos namorados. Na verdade, Marcus surtou e comprou diversos livros da editora Conrad para nos presentear. Afinal, em breve completaremos 9 anos juntos. \o/

Enfim. Li as histórias sobre a Morte, a ceifadora de almas que não tem nada a ver com manto, foice e esqueleto. Muito pelo contrário. Neil Gaiman nos mostra a personificação da Morte como uma garota dedicada ao trabalho, que se recusa a encará-lo com seriedade excessiva e que é dona de um coração mole como o de uma assistente social.

Tori Amos, minha cantora favorita, escreveu o prólogo do livro. Eis alguns trechos:
"É engraçado, mas, em dias bons, não penso muito nela. Na verdade, nunca. Em dias ruins converso com a Morte o tempo todo, não sobre suicídio porque, sinceramente, isso não é assim tão dramático. Então, a gente conversa. Ela diz coisas que ninguém mais parece imaginar, tipo vamos comer um cachorro-quente e aí parece que nada é impossível.

Ela fica me lembrando de que existe mudança em 'o que é', mas a mudança só pode rolar quando você aceita 'o que é'.

Como ontem (...) e o meu ser quer ir se encolher embaixo de um cacto e fazer com que tudo vá embora. Em vez disso, tingi o cabelo e ela me fez uma visita. Comecei a aceitar toda a confusão em que estou metida. (...) permiti a mim mesma me sentir derrotada e, como ela disse, se você se permite sentir-se da maneira que realmente se sente, talvez pare de ter medo daquele sentimento. Quando você se ajoelha, chega mais perto do chão. De alguma forma, as coisas parecem mais próximas."
O livro em si e os diálogos da Morte me fazem pensar em muitas coisas e uma delas, obviamente, é a vida.
Hazel: "Ele tá morto."
Morte: "Sim."
Hazel: "Isso não é certo."
Morte: "Não é certo nem errado, Hazel. Apenas é."
Neil Gaiman estará na Flip, em Parati, no início de julho e é para lá que eu vou.


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