Depois que a condenação é expressa - e, com isso, ofendemos e magoamos - alegar desconhecer os fatos não justifica nada. Para isso existe a conversa, a busca por um entendimento, o direito de resposta. É aquele lance que falei em um outro post:
"Quando se conhece alguém muito bem, é difícil ficar brava com ela por muito tempo." (Morte, de Neil Gaiman)Quando eu estou magoada, primeiro eu abrando o espírito - essa primeira fase, às vezes é rápida, outras vezes é bem demorada - depois eu procuro compreender os motivos que levaram aquela pessoa a agir de uma determinada maneira. Ela tem seus motivos. Todos têm. O diálogo é fundamental nessa hora, só que, infelizmente, nem sempre possível.
Quando a condenação é crua e não há o diálogo em busca do entendimento, resta-me apenas ficar imaginando os motivos, com a convicção (que brota não sei de onde) de que esses motivos existem. Essa convicção brota, pois prefiro acreditar na verdade da Morte de Neil Gaiman, assim, a dor é menor.
Já não é a primeira vez que isso acontece comigo e duvido que seja a última.
Nenhum comentário:
Postar um comentário